sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

CARNITINA


Encontrada em carnes e laticínios, a carnitina é também sintetizada a partir da metionina e lisina, quantidades suficientes de ferro, vitaminas B1 e B6 além da vitamina C, em nosso fígado e rins.

Sua principal função não é de síntese proteica como dos aminoácidos verdadeiros e sim, facilitar o transporte e metabolização de ácidos graxos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias para geração de energia. Portanto, é possível que níveis elevados deste aminoácido acarretem em maior ou mais rápido transporte de lipídios e consequentemente em aumento na oxidação de gorduras.

Além disso, sua suplementação tem sido empregada para aumentar a resistência física, baixar os níveis de colesterol e triglicerídeos e melhorar o funcionamento cardiovascular. Isso porque ao aumentar o uso da gordura como fonte de energia, evita que elas de depositem principalmente o coração, no fígado e no músculo esquelético.

No músculo esquelético, a suplementação com L-carnitina diminui a dependência de glicose para produção de energia, diminuindo, consequentemente, a produção de ácido lático e a dor acarretada pelo acúmulo deste.

Porém, alguns estudos mostram que a sua suplementação não é eficaz na utilização de gordura e na performance no endurance.

Contudo, estudos confirmam que sua suplementação possa ajudar na recuperação após a prática exaustiva de exercícios, ou seja, favorável a aqueles atletas que fazem treinamentos ou competições que se estendem por vários dias.

Em pacientes que realizam diálise, sua suplementação mantém a capacidade aeróbia e a hipertrofia muscular, redução na ocorrência de cansaço muscular, redução na fadiga central e aumento da sensação de bem estar e qualidade de vida.

Com relação a doenças cardíacas, sua suplementação também se mostrado eficaz. Em pacientes que sofreram infarto do miocárdio, seu uso reduziu a lesão do músculo cardíaco. Nos portadores de angina (dor torácica), reduziu a incidência de arritmias cardíacas, angina e a prescrição de medicamentos que os evitavam. Além disso, a suplementação com carnitina propiciou maior tolerância ao exercício físico nestes pacientes.

A carnitina tem ainda, o poder de aumentar a capacidade antioxidante das vitaminas E, A e C.

Como os homens possuem mais massa muscular que as mulheres, sua necessidade de carnitina, também é maior.

Algumas pessoas podem sofrer deficiência de carnitina, são eles pacientes com isuficiência hepática, insuficiência renal crônica em hemodiálise, vegetarianos, recém-nascidos gestantes e lactantes. Entre os sintomas estão: fraqueza muscular, confusão grave, e angina.

Como sua biodisponibilidade é baixa, 8% da quantidade ingerida é efetivamente utilizada. Sugere-se que a dose de suplementação seja superior a 2g/dia para uma ação mais efetiva.

É importante observar que algumas formas de suplementação contém na verdade a D-carnitina, uma forma fisiologicamente inativa ao invés da L-carnitina, forma ativa.

Sua eficácia no controle de dislipidemias e doenças cardíacas já foi comprovada, porém, no que diz respeito a atividade ergogênica, mais estudos são necessários.

Lembre-se de não fazer suplementação por conta própria, procure um profissional capacitado para que faça as melhores escolhas para o seu organismo.


REFERENCIAS:

OLSZEWER E. Clínica Ortomolecular. Ed. Rocca, 2ª ed. São Paulo, 2008.

PASCHOAL, V. et al. Suplementação Funcional Magistral: dos nutrientes aos compostos bioativos. Ed. Valéria Paschoal ltda. São Paulo, 2008.

TALBOTT, S.M.; HUGHES, K. Suplementos dietéticos para profissionais de saúde. Ed. Guanabra Koogan. Rio de Janeiro, 2008.

NABHOLZ, T. V.; Nutrição esportiva: aspectos relacionados à suplementação nutricional. Ed, Sarvier. São Paulo, 2007.








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